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A demência vascular é conseqüência de um ataque vascular cerebral (AVC), que leva ao surgimento de alterações cognitivas, ou seja, alterações relacionadas ao raciocínio, à memória, à percepção etc. Algumas lesões vasculares, geralmente pequenos infartos cerebrais por obstrução de uma artéria de pequeno calibre, são aparentemente silenciosas. Entretanto, esses infartos silenciosos podem justificar alterações cognitivas importantes em pacientes idosos, seja por si só ou em combinação com outros problemas – por exemplo, doença de Alzheimer. Distribuição na população As doenças vasculares do cérebro ocorrem mais em homens e aumentam em freqüência com a idade ou na presença dos chamados fatores de risco vascular. Os principais fatores de risco são: hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, doenças cardíacas como fibrilação atrial e doença coronariana. O que muda no sistema nervoso? Os danos às artérias – vasos sangüíneos que levam o sangue às diversas partes do cérebro – comprometem a circulação sangüínea cerebral. As lesões resultantes podem afetar tanto a substância cinzenta (onde se concentram os neurônios) quanto a substância branca (rica em prolongamentos destes neurônios e necessária para a comunicação entre as células). As lesões podem ser grandes, visíveis a olho nu em exames como a tomografia computadorizada, ou mais discretas e difusas, provocando principalmente perda da camada de gordura das células – a chamada desmielinização ou leucoaraiose. Geralmente, os vários tipos de lesão são visíveis na ressonância magnética do cérebro. Sintomas Os sintomas principais
são a deterioração intelectual, déficit de memória recente e
desorientação no tempo e no espaço, sem que haja um comprometimento
do nível de consciência (ou seja, o indivíduo permanece alerta).
Pode haver alterações do comportamento e do humor, perda de vários
aspectos da linguagem, do juízo crítico e da capacidade de
abstração, além de desinteresse pelo ambiente e por si próprio
(higiene, vestuário etc.). O que parece mas não é demência vascular? O envelhecimento se associa a muitas outras causas de deterioração cognitiva, como a doença de Alzheimer e doença de Parkinson (em fases avançadas). A associação entre problemas vasculares e doença de Alzheimer é bastante comum, ambas contribuindo, muitas vezes, para a deterioração cognitiva progressiva. Em pacientes mais jovens, principalmente, deve-se excluir uma série de outras condições de demência, como AIDS e as chamadas demências com atrofia frontotemporal predominante. O que muda na vida da pessoa doente? Como as alterações são progressivas e freqüentemente irreversíveis, ocorre uma desorganização da vida psíquica do doente, acompanhada de perda da capacidade de trabalho e disfunção sócio-familiar. A doença costuma ter elevado custo social e familiar, pela dependência funcional do paciente. Tratamento O tratamento dos fatores
de risco presentes em cada caso é considerado prioritário, podendo
contribuir ao menos para a estabilização do problema, já que reduz
as chances de surgirem novas lesões. Em particular, o controle
adequado da hipertensão arterial e a suspensão imediata do tabagismo
são considerados essenciais. Fonte: URFJ |
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